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julho 12, 2019 / Blog, Destaque, Notícias

O endividamento das famílias registrou a sexta alta consecutiva em junho e chegou a 64%. Em maio, o total foi de 63,4%. Trata-se do maior percentual desde julho de 2013 (65,2%). Os dados são da pesquisa mensal da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada nesta terça-feira (9).

Apesar da alta, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso diminuiu em junho de 2019. Na comparação com o mês imediatamente anterior, houve queda de 24,1% para 23,6%. Essa foi a primeira queda do ano. Já o número de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas em atraso, permanecendo inadimplentes, ficou estável em 9,5% na comparação com o mês anterior.

O indicador considera dívidas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro.

Comprometimento da renda

O cenário fez com que a parcela de orçamento mensal familiar comprometida com dívidas aumentasse de 29,3% para 29,5% entre maio e junho. Essa foi a maior taxa desde setembro do ano passado (29,6%). Para a CNC, o crescimento no volume de famílias com empréstimos não deve durar. Isso porque as famílias já operam no limite do endividamento em junho.

“O crescimento do crédito a ritmo maior que atividade econômica não chega necessariamente a ser preocupante, mas não vemos como uma coisa muito sustentável, porque não temos melhora no mercado de trabalho. Se não houver recuperação [do emprego] no segundo semestre, essa recuperação do mercado de crédito não se sustenta.”, afirmou Mariana Hanson, pesquisadora da CNC.

A proporção das famílias que se declararam muito endividadas aumentou para 13% em junho, contra 12,9% em maio. Entre as famílias com contas ou dívidas em atraso, o tempo médio de atraso foi de 63,4 dias em junho de 2019 – inferior aos 63,6 dias de junho do ano passado. O cartão de crédito foi mais uma vez apontado como o principal tipo de dívida por 78,8% das famílias endividadas, seguido por carnês (15,8%) e financiamento de carro (10,5%).

A Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic Nacional) é apurada mensalmente pela CNC desde janeiro de 2010. Os dados são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18 mil consumidores.

Fonte: G1

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